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SINDISPREV-RS denuncia administração do Hospital Presidente Vargas

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Porto Alegre – O Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no RS – SINDISPREV-RS – protocolou no dia 8 de julho, denuncia junto ao Ministério Público Federal, Ministério da Saúde e Ministério do Trabalho e Emprego sobre o processo de esterilização de materiais no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HPMV) em Porto Alegre (RS), especializado no tratamento de gestantes de alto risco e pediatria.
A denuncia relata a situação de precariedade da forma como são esterilizados os materiais disponibilizados pelo Centro de Material Esterilizado (CME) do HMIPV. O CME não dispõe, atualmente, de estrutura básica – autoclaves – em número suficiente para a efetiva esterilização da demanda de todo o material utilizado diariamente em todas as unidades do Hospital: Centro Cirúrgico; Sala de Recuperação; Centro Obstétrico; neonatal; serviço de ginecologia; pediatria; hospital dia; banco de leite humano; diagnóstico por imagem; odonto; e ambulatório de pacientes externos.
O descaso e a irresponsabilidade da administração do HMIPV não param por aí. A solução encontrada para burlar o bom senso contraria todas as normas médico-hospitalares, ao enviar pacotes de roupas para cirurgias e aventais para serem esterilizados no Hospital de Pronto Socorro (HPS) Municipal de Porto Alegre, que recentemente teve suas principais unidades fechadas por estarem infectadas por uma bactéria altamente contagiosa. Além disso, estes materiais, depois de esterilizados no HPS, são transportados de forma inadequada em ambulâncias ou em porta malas de carros particulares.
Ao mesmo tempo, os funcionários sofrem comprometimento físico e mental, já que trabalham sob forte pressão para manter a produção com somente um dos três autoclaves funcionando (um deles foi recebido por doação há cerca de dois anos e até hoje não funciona, o outro está há cerca de 20 dias estragado). Este autoclave funciona a vapor somente durante o funcionamento da caldeira, que é das 7h às 18h30min, variando até às 19h30min ou 20h esporadicamente.
Além disso, a lavanderia – que é terceirizada – não disponibiliza material (campos cirúrgicos) em quantidade suficiente para atender a demanda – pacotes de roupas cirúrgicas, campos para embalar materiais como bandejas, instrumental, cubas etc. E como se não bastasse, os materiais que são fornecidos aos funcionários para realizar curativos e cirurgias (algodão, gazes, compressas etc.) são de péssima qualidade.
O SINDISPREV-RS, diante da gravidade dos fatos que estão ocorrendo no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, pediu a apuração imediata das denúncias por parte do Ministério Público Federal, do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho e Emprego, além da responsabilização dos gestores da instituição por omissão e atentado à vida de pacientes e funcionários.

Fonte: Imprensa SINDISPREV-RS

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