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Assessoria de Comunicação do SINDPREVRS

Coerência política faz bem à Saúde

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Vereadora e presidente da Câmara de Porto Alegre, Sofia Cavedon (PT) é, até o dia 16 de janeiro, Prefeita em Exercício. Nessa semana, declarou que não pretende, como chefe interina do Executivo, retirar de tramitação o projeto que cria o Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família (Imesf). Estranho. Há duas semanas, quando o debate se tornou intenso, a vereadora justificava, ao lado de trabalhadores, usuários e demais vereadores petistas, que o projeto do prefeito José Fortunati (PDT) não havia sido discutido com a população, nem ao menos passado pelo Conselho Municipal de Saúde.

Salientamos que na ultima reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS), realizada no dia 06 de janeiro, o projeto foi amplamente debatido e rejeitado. Com isso, o Poder Executivo, com base na Lei Orgânica, é obrigado a retirar esse projeto do trâmite da Câmara de Vereadores, tendo em vista que o CMS tem caráter deliberativo e orientador das políticas de Saúde.
 
Os degraus do Poder corrompem a pseudo-coerência outrora salivada num microfone de tribuna. Na Câmara, Sofia Cavedon usou discurso de que era preciso conhecer o projeto, que está pronto para ser votado em fevereiro; no Paço, onde tem atribuição para retirar o projeto do legislativo, ela silencia no sobe-desce do tapete vermelho da galhardia política.
 
A retirada do projeto que define a privatização do SUS em Porto Alegre seria o mínimo razoável para que a cognição da prefeita e vereadora chegasse próximo da verdade que exige o eleitor dela. A população precisa de saúde pública com qualidade sob responsabilidade do poder público, até porque é o próprio trabalhador que financia a arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais que deveriam ser revertidos em serviços e qualificação do servidor.
 
Joel Soares, Diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no RS (Sindisprev-RS)
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