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Paralisação dos trabalhadores do INSS pede cumprimento de Lei

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Texto e Fotos: Flávia Alli

Os funcionários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) com jornada específica de trabalho pararam as atividades na manhã desta terça-feira, 01. Os trabalhadores, em consonância com os demais do país, reivindicam o cumprimento da Lei das 30 horas de jornada de trabalho sem redução de salário. A conquista veio através da Lei 12.317/2010, sancionada pelo então presidente Lula.

A regulamentação de 30 horas de jornada de trabalho semanal é uma conquista da classe trabalhadora do INSS, porém  não vem sendo respeitada. O INSS vem praticando o velho e condenável assédio moral sobre trabalhadores de categorias contempladas com a legislação. Aqueles servidores que decidem pela jornada específica são ameaçados de corte nos salários e outras práticas ameaçadoras. 

Segundo Jorge Moreira, da diretoria do Sindisprev-RS, a paralisação é um alerta para a sociedade contra os ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo pelos governos federal e estaduais. O excesso de carga horária tem adoecido os trabalhadores, que, em sua maioria, têm idade superior a 45 anos. O governo, ao contrário de diminuir a carga horária e abrir novas vagas para que outras pessoas se insiram na economia formal, acaba por acumular trabalho na categoria, não suprindo de forma alguma a demanda dos serviços prestados pelo INSS. “No Brasil, são aproximadamente 35 mil trabalhadores no INSS, porém eles não conseguem vencer a demanda procurada pela população brasileira. Isto tem sobrecarregado os funcionários, muitos adoecidos e em licença saúde”, contesta Jorge Moreira.

Para o recém-formado em Serviço Social, Luís Felipe Balhego, esta luta é para além da categoria representada pelo INSS – assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.  “É um absurdo o que o governo federal vem fazendo com os servidores públicos. Todos os dias os trabalhadores são assediados moralmente nas agências do INSS, bem como não tem condições dignas de trabalho e o governo não assegura os direitos dos mesmos. Isto reflete no atendimento e no acesso da população aos serviços públicos, que são prejudicados pelo descaso federal”, exclama o assistente.

Assistentes Sociais, Terapeutas e Fisioterapeutas não atenderam nesta terça-feira em inúmeras agências do INSS no Estado. A adesão passou de 60%. As consultas serão remarcadas. No início da tarde, os servidores do INSS acompanharam a marcha das mulheres da Via Campesina.

 

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