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“Muda governo, mas tratamento é o mesmo”, diz trabalhadora em Saúde agredida pela BM em frente ao Palácio Piratini

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A manifestação pacífica de cerca de 100 trabalhadores da Saúde vinculados à Fundação Riograndense de Gastroenterologia (Fugast) foi barrada pela violência da Brigada Militar e pelo silêncio do governador Tarso Genro. No início da tarde desta quarta-feira (02), após audiência pública na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, enfermeiros, técnicos, médicos e usuários do Sistema Único de Saúde se dirigiram até o Piratini. Quando atravessavam a Rua Duque de Caxias, de forma civilizada, foram abordados por policiais militares acionados pela segurança de Tarso Genro.

 
“Fomos empurrados e soqueados por servidores da segurança pública que não sabem o que é estar prestes à humilhação do desemprego, mesmo depois de duas ou três décadas cuidando e tratando, que sabe, os próprios filhos desses policiais. Muda governo, mas o tratamento é o mesmo”, lamentou Dinara Del Rio, diretora do Sindisprev-RS, que levou um soco no abdômen. Desde o início do governo, em janeiro, os trabalhadores tentam uma audiência com Tarso Genro, que prefere apenas receber cônsules e empresários beneficiados com incentivos fiscais e benesses palacianas.
 
“Trocou apenas o partido, pois a recepção dada aos trabalhadores está sendo a mesma do governo Yeda Crusius”, lembrou Neiva Lazzaroto, 2ª vice-presidente do Cpers-Sindicato, que participou da mobilização dos funcionários da Fugast. Pela manhã, no Parlamento, os trabalhadores cobraram que a bancada do PT, partido do governo estadual, assine a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pode garantir que os terceirizados sejam acolhidos pela Secretaria da Saúde em cargos que serão extintos após as aposentadorias. “Dos quase 500 funcionários da Fugast, há inúmeros trabalhadores com pouco menos de cinco anos para a aposentadoria. A devolução para a Fugast sem que o governo mova uma palha sequer é um retrocesso vergonhoso no discurso popular e democrático que o PT de Tarso Genro apregoa”, disse Joel Soares, diretor do Sindisprev-RS, que também apanhou da Brigada Militar.
 
A Comissão de Greve dos Trabalhadores da Fugast prepara um documento para que o Ministério Público receba a categoria. O objetivo é ampliar o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às demissões de hospitais, UBS, postos e Centro Administrativo.

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