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Corte no orçamento compromete novas agências do INSS

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O corte de gastos no orçamento federal deste ano compromete quase um terço do Plano de Expansão da Rede de Atendimento (PEX) da Previdência Social, que prevê a instalação de 720 novas agências do INSS. Nas contas do governo, existem dificuldades para inaugurar cerca de 250 delas. Com mais de 600 agências ainda a ser inauguradas pelo plano, apenas 15 começaram a funcionar neste ano.

O contingenciamento de R$ 2 bilhões da pasta da Previdência coloca em risco a construção das agências e, principalmente, a contratação de profissionais para trabalhar nessas unidades novas.DANILO FARIELLO E A suspensão das nomeações eterminada pelo governo federal faz com que, mesmo depois de terminadas as obras, exista uma grande dificuldade em contratar profissionais.
 
O PEX prevê a construção de agências em municípios do interior do país com mais de 20 mil habitantes, em um investimento da ordem de R$ 616,5 milhões. O número estimado pelo ministério da Previdência é de 30,8 milhões de pessoas beneficiadas pelo plano de expansão. Quando concluído o plano, 1.670 cidades brasileiras terão
agências da previdência.
 
Por envolver novas agências em regiões mais remotas do país, o procedimento normal é o INSS transferir para essas cidades um profissional que já atua nos grandes centros urbanos. Porém, para estimular a transferências, em geral transforma-se um atendente com experiência em gerente, o que exige aumento do gasto público e nova nomeação.
 
Até agora, apenas 73 agências inauguradas
A meta inicial do PEX era inaugurar mais de 360 agências ainda no governo Lula, mas acabou conseguindo inaugurar apenas 58. Neste ano, foram inauguradas outras 15, em dez Estados diferentes, segundo o site da Previdência Social. Além dos R$ 615,5 milhões que a Previdência investe no Plano de Expansão, outros R$ 552,3 milhões são
previstos para serem gastos na recuperação e modernização da atual rede de atendimento. O total de investimentos para a expansão e recuperação da rede, portanto, é de R$ 1,1 bilhão. No fim do ano passado, estavam em execução 360 obras de reestruturação da rede de atendimento e outras 181 já haviam sido concluídas.
ADRIANO CEOLIN, IG 
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