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Do 10º andar da sede do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), o presidente da instituição, Mauro Hauschild, tem acesso, em tempo real, às 1.196 agências do INSS espalhadas pelo país e faz o controle de R$ 20,9 bilhões, pagos todos os meses em benefícios. De lá, ele prepara as medidas que vão incrementar as receitas da Previdência. A mais nova é o início da cobrança de multa de quem provoca acidentes de trânsito por dirigir embriagado. Outra é a revisão dos pagamentos de quem recebe o auxílio-doença.

Do painel em sua sala, Hauschild consegue fiscalizar o cumprimento dos 11 indicadores, definidos, em janeiro, por ele, pelo ministro da Previdência, Garibaldi Alves, e pelos cinco superintendentes e cem gerentes-executivos, que assinaram o contrato de gestão do órgão. Um andar abaixo, sete servidores se revezam na fiscalização eletrônica de cada agência – eles monitoram desde o tempo que o segurado demora para ser atendido até o funcionamento dos 56,6 mil computadores e 13,1 mil impressoras.
 
Em operação desde agosto de 2010, o software que permite o acompanhamento on-line das agências foi colocado à prova este ano, quando o INSS definiu perseguir uma gestão ainda mais rigorosa de seus recursos. Desenvolvido ao longo de 18 meses por técnicos do órgão, o software de gestão do INSS atraiu a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estuda aplicar o mesmo sistema de fiscalização nos tribunais de primeira e segunda instâncias.
 
De Brasília, Hauschild e os sete servidores, que fazem o monitoramento diário das 1,1 mil agências em funcionamento e de outras 200 em construção, têm acesso ao nome de cada um dos 36.643 funcionários – além dos 1.178 cedidos por outros órgãos -, que consomem R$ 307,8 milhões por mês em gastos do INSS com folha de pagamento.
 
Outra medida é a auditoria sobre o auxílio-doença, principal fonte de fraudes nos benefícios previdenciários. A fiscalização ocorreria sobre aqueles segurados que continuam recebendo os benefícios mesmo depois de recuperados. A estimativa dos técnicos do INSS é que uma revisão em 40% dessas despesas geraria um retorno de R$ 1,5 bilhão ao ano.
 
Além disso, o INSS negocia a venda da folha de pagamentos aos beneficiários que moram no exterior. A entidade deve consolidar, até o fim do ano que vem, 58 acordos internacionais de permissão para o pagamento de aposentadorias e pensões.

Por João Villaverde e Juliano Basile | De Brasília/ O Valor

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