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Polícia de Tarso faz segurança privada no prédio da ZH durante manifestação popular

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O ato público contra a Copa do Mundo da Fifa e oligarquias empresariais reuniu cerca de 300 pessoas na noite de quinta-feira (08), em Porto Alegre. Organizada pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público – onde atuam movimentos sociais, políticos, sindicais e simpatizantes -, a manifestação teve, também, como foco um escracho contra o grupo RBS, cujo jornal Zero Hora, um dos veículos do oligopólio, completou 50 anos nessa semana. Não por acaso, o jornal nasceu um mês depois de instaurada a Ditadura Militar no Brasil. Não por acaso, também, que Zero Hora apoiou o golpe militar, deu sustentação e se beneficiou do mesmo.

O ato de quinta-feira teve concentração no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, e percorreu ruas e avenidas como a José do Patrocínio e Érico Veríssimo até chegar na Ipiranga, onde fica a sede de Zero Hora e veículos do grupo, como Rádio Gaúcha, e CBN, da Rede Globo.

Com palavras e cantos pela democratização da mídia, contra a Copa, pedindo mais saúde e educação, os manifestantes fizeram um ato político importante, dialogando com quem passava.

No entanto, a manifestação não conseguiu chegar na porta de entrada de Zero Horas, pois a Brigada Militar foi orientada pelo governador Tarso Genro a fazer segurança privada do prédio. Na Avenida Ipiranga, um grupo queimou várias edições do jornal para demonstrar sua insatisfação e repúdio aos editoriais e coberturas jornalísticas tendenciosas e criminalizadoras, como ocorreram na jornada de junho de 2013. O ato se encerrou às 21h sem qualquer tipo de incidente.

 

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