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UFRGS é a primeira universidade brasileira a incluir ações afirmativas em mais de um programa de pós-graduação – #CLIPAGEM

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Candidatos(as) autodeclarados(as) negros(as), indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas travestis e transexuais serão contemplados. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

A partir desse ano, a pós-graduação dos cursos de História e Educação da UFRGS terá ações afirmativas para candidatos(as) autodeclarados(as) negros(as), indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas travestis e transexuais. Os editais serão divulgados após a aprovação do Conselho de Ética da Universidade e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além da UFRGS, outras cinco universidades brasileiras incorporaram ações afirmativas em editais, porém, apenas em um único curso – inclusive a própria universidade gaúcha, que, em 2016, incluiu ações afirmativas na seleção para pós-graduação na Sociologia.

Políticas de ações afirmativas visam remover barreiras, formais e informais, que impeçam o acesso de certos grupos ao mercado de trabalho, a universidades e a posições de liderança. Desde 2012, a UFRGS mantém a Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas (CAF), responsável, entre outros fatores, por auxiliar e divulgar informações sobre a política de reserva de vagas (“cotas”) da Universidade, instituída em 2008, e outras medidas que se desenvolvam dentro do ambiente universitário.

Segundo Gustavo Passos, membro da comissão de ações afirmativas da UFRGS pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), o processo se iniciou no curso na Antropologia. “Os alunos e professores estavam incomodados com o fato do centro de seus estudos  – quilombolas e indígenas, por exemplo – não serem os protagonistas reais por não participarem como pesquisadores”. Assim, conselhos de alunos foram estabelecidos para preparar o projeto para apresentação aos professores. Logo, o encaminhamento das ações afirmativas na Antropologia ganhou o apoio dos cursos de História e Educação.

O processo todo levou cerca de 10 meses e terminou na “correria”, segundo Gustavo, para que as ações afirmativas pudessem constar no edital divulgado em 2017. Assim, 30% das vagas de determinado curso são reservadas a membros das categorias representadas. Ele explica que cada pós-graduação tem autonomia em seus processos seletivos. Até o momento, a História e a Educação já estão com os editais em curso para a publicação. Gustavo acredita que, após a aprovação da CAPES, outros cursos poderão ver a possibilidade como algo mais concreto. “Não ficaria surpreso com outros cursos de Ciências Humanas aderindo às ações afirmativas, já que viemos construindo uma relação de união com diálogos estreitos”, afirma.

Fonte: Sul 21

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