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SINDISPREV RS presente no Dia Internacional de Luta das Mulheres

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A última quinta-feira, 08 de março, marcou o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Assim como em outras regiões do país e do mundo, em Porto Alegre milhares de pessoas se reuniram para protestar pelos direitos das mulheres e contra a violência machista. Ao longo de todo o dia, ocorreram atividades em diversos pontos da cidade e, no final da tarde, houve concentração no Largo Glênio Peres, com caminhão de som, falas de mulheres representantes de movimentos sociais e organizações políticas, encerrando as manifestações com uma marcha até o largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa.


O Sindisprev RS esteve presente no ato e, além disso, organizou, com iniciativa da Secretaria de Gênero e Combate à Discriminação Racial e em parceria com o Clube Inapiários, um debate e uma confraternização no sindicato, com a presença de Karen Santos e Rosângela Machado Marques da Silva. As convidadas abordaram temas ligados ao empoderamento das mulheres e também ao âmbito político, com enfoque para a atual conjuntura política brasileira de reformas e retirada de direitos, destacando que as mulheres são as mais atingidas por esses ataques.


 

Rosângela, que é jornalista, lembrou que ‘até pouco tempo atrás, a mulher casada era considerada pela sociedade incapaz’, sendo reservado a ela os cuidados da casa e dos filhos. Mas ressaltou que as mulheres precisam se fortalecer e se empoderar para ressignificar seu papel na sociedade. “Todas nós, mulheres, podemos e devemos ser mais do que esposas. Nascemos e somos criadas para ser uma coisa só na sociedade, mas precisamos ressignificar nosso papel para poder ser quem quisermos”, enfatizou. Ao final de sua fala, Rosângela executou duas dinâmicas com as mulheres presentes. Ambas incentivavam a necessidade de empoderamento e fortalecimento da mulher.


A professora e vereadora 1ª suplente pelo PSOL, Karen Santos, apontou para a necessidade de ser construído um feminismo internacionalista e interseccional, que dê conta das questões de gênero, raça, etnia e classe. “Somos todas mulheres, mas ainda hoje as mulheres negras morrem mais e ganham menos do que as mulheres não negras. Somos todas mulheres, mas as mulheres transexuais ocupam os piores empregos e tem expectativa de vida de apenas 35 anos”, lembrou. Karen, que também é militante do Movimento Negro, pontuou que as reformas implementadas pelo governo de Temer atingem com muito mais força as mulheres e retiram direitos de um setor da sociedade que historicamente já sofre com a violência, com o machismo e com a negação de direitos básicos. “A elite sempre se protege. E as reformas desse governo vêm para ampliar essa proteção e explorar ainda mais as mulheres. Os melhores empregos e os maiores salários estão nas mãos dos mais privilegiados, que são os homens brancos”, disse.


Após o momento de debate, houve um coquetel de confraternização. Em seguida, as mulheres e os homens presentes se dirigiram para o Largo Glênio Peres, para somar na concentração do ato unitário que estava sendo organizado por centrais sindicais e organizações políticas. A manifestação teve falas de representantes dos movimentos sociais, que ressaltaram pautas fundamentais como exigência de igualdade salarial, fim da violência machista, legalização do aborto, revogação da reforma trabalhista e contra a reforma previdenciária. Por volta das 19h, as manifestantes iniciaram uma marcha que passou pela avenida Júlio de Castilhos, rodoviária, túnel da Conceição, UFRGS – onde ocorreu um ato de solidariedade aos estudantes que ocupam a reitoria da universidade em defesa das cotas –, encerrando no Largo Zumbi dos Palmares, no Bairro Cidade Baixa.



 

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