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Multidão ocupou as ruas contra Bolsonaro

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Milhares de pessoas ocuparam o Parque da Redenção, no último sábado (29), em Porto Alegre, para manifestar a contrariedade ao candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL) e aos seus discursos racistas, machistas, LGBTfóbicos e de retirada de direitos. O ato #ELENÃO foi organizado por mulheres a partir de ações nas redes sociais e da criação do grupo no Facebook Mulheres contra Bolsonaro. Os protestos ocorreram também em diversas cidades do interior do Estado. Em todo o país, houve atos em mais de 100 cidades. No exterior, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos e Itália também tiveram registros de manifestações.

Na capital gaúcha, a concentração para o ato iniciou ainda durante a manhã. Organizações políticas e coletivos independentes montaram bancas com materiais para distribuição. Centenas de pessoas confeccionaram suas próprias camisetas na oficina de serigrafia, com os dizeres ‘Sou mulher e só voto em quem me respeita – ELE NÃO’. Muitos carregavam faixas e cartazes contra Bolsonaro, contra o fascismo e com frases de resistência e luta. Em cima do caminhão de som, estacionado em frente ao arco da Redenção, as mulheres responsáveis pela organização do ato agitavam a multidão com palavras de ordem e revezavam falas políticas com apresentações musicais e artísticas. A banda paulista Francisco, El Hombre, o cantor Nei Lisboa e a cantora Negra Jaque foram algumas das atrações, além de grupos de batucadas.


 

O sol forte e o calor de mais de 30 graus não espantaram a multidão, que passou a tarde no Parque e, às 18h, saiu em marcha pelas avenidas José Bonifácio, João Pessoa e Loureiro da Silva, até o Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa. A organização do ato estimou que mais de 70 mil pessoas estiveram presentes, marcando uma das maiores manifestações já lideradas por mulheres na história do país e também uma das mais expressivas desde as jornadas de junho de 2013.




 

Sem dúvidas, as grandes manifestações que ocorreram no último sábado foram uma demonstração de força de setores da sociedade e, sobretudo, das mulheres brasileiras contrárias ao avanço de ideias e políticas conservadoras, reacionárias, que disseminam ideias de ódio e intolerância contra minorias. A solução para os problemas do país e as saídas para a crise política e econômica não passam pelos discursos de combate à violência com mais violência e nem pela retirada de direitos da juventude e do conjunto da classe trabalhadora.

O momento é de mobilização e luta por condições dignas de vida e de trabalho!

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