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Calor extremo na Agência da Previdência Social Porto Alegre-Norte revela descaso com a saúde pública

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Desumana, imoral, insalubre. São palavras fortes, mas que ainda assim soam amenas quando nos deparamos com a situação a que segurados e servidores estão expostos na Agência da Previdência Social Porto Alegre-Norte, localizada no bairro Passo D’Areia. Em meio ao calor extremo que assola o Estado neste verão, o sistema de refrigeração central da agência não funciona de maneira satisfatória desde dezembro. O Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde e Previdência no RS (SindisprevRS) denuncia esse grave ataque à saúde pública e cobra providências imediatas das autoridades competentes.

De acordo com o servidor Domingos Adão Ávila, quando solucionam o problema do ar condicionado em um setor, em seguida estraga em outro. “Nós trabalhamos nos enxugando em toalhas, de tanto suor, e os segurados chegam a desmaiar devido ao calor. Ontem dois passaram mal, um na perícia e outro na triagem”, diz Domingos.

No setor de triagem, às 14 horas de hoje, o termômetro indicou 37 graus, sendo que a sensação térmica passava dos 43 graus. A temperatura excessiva no local fez com que a advogada Patrícia Endlich Carletto sofresse uma queda súbita da pressão arterial. “Aqui não tem nem ventilador, essa falta de condições é difícil para todos nós que estamos aqui, seja servidor, segurado ou quem veio a trabalho, como eu”, denuncia.

A empresa que realiza a manutenção no sistema de ar-condicionado apontou a necessidade de troca de seis fusíveis de alta potência e a verificação do nível do gás do equipamento, e foi dado um prazo de atendimento de até 24 horas.

Mas o problema é bem maior e vem se arrastando há mais de um mês, quando os servidores se mobilizaram e solicitaram uma posição da gerência sobre o assunto. A reivindicação é para que seja tomada uma providência efetiva. “Solicitamos para que instalem aparelhos de ar condicionado eficientes e seguros, para que tenhamos condições mínimas de trabalho. Hoje temos um equipamento totalmente obsoleto, com um alto custo de manutenção, que estraga constantemente”, relata o servidor Plínio Ganzer Moreira.

“É um descaso com um órgão que produz e dá renda ao governo federal, um desrespeito, um verdadeiro massacre com a população e com os servidores” desabafa a despachante previdenciária Maria Odete Carvalho dos Santos.


 

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