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Plenária define estratégias de luta contra a extinção da previdência

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No dia 27 de fevereiro, centrais sindicais e representantes de movimentos sociais reuniram-se no auditório do CPERS, em Porto Alegre, para uma plenária convocada pelo Fórum em Defesa da Previdência. O SindisprevRS marcou presença no debate sobre as estratégias de organização a serem adotadas conjuntamente para combater o projeto de reforma, que já está em análise na Câmara dos Deputados.

O Fórum em Defesa da Previdência foi constituído em 2016 para barrar a proposta de reforma apresentada por Temer, tendo sido vitorioso após mobilizar a sociedade e realizar uma greve geral. Tendo em vista que o governo Bolsonaro propõe mudanças que significam a própria extinção da previdência, o Fórum foi reativado para defender os trabalhadores desse novo ataque.

O sistema de capitalização que é proposto pela equipe econômica representa o fim do princípio da solidariedade, onde quem está trabalhando contribui para garantir os proventos de quem já está aposentado. A nova lógica beneficia os bancos e as empresas de capitalização, sem explicar como será financiada a transição. O exemplo do Chile demonstra que as consequências são nefastas, pois empobrecimento da maioria dos idosos colocou o país na liderança do número de suicídios na terceira idade.

Outra medida de extrema crueldade é a redução do valor do Benefício de Prestação Continuada, pago a pessoas com deficiência e a idosos sem qualquer renda. Estes passariam a receber integralmente um salário mínimo apenas a partir dos 70 anos. A PEC 06/2019 também eleva a idade mínima para aposentadoria, inclusive de categorias como servidores públicos, professores e trabalhadores rurais, muda a forma de calcular o benefício, exigindo 40 anos de contribuição para obter 100%, reduz o valor da pensão por morte, desenhando assim um cenário de perda de poder aquisitivo para uma grande parcela da população, principalmente para as classes mais pobres.

Para lutar contra a extinção da previdência, os participantes estabeleceram uma agenda conjunta, que inicia no dia oito de março, Dia Internacional da Mulher. A mobilização segue no dia 14 do mesmo mês, quando o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completa um ano sem solução. A data 22 de março foi escolhida para ser o Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência, e a agenda do mês encerra dia 30, quando será realizado um seminário para debater as medidas da proposta de emenda constitucional. O calendário tem como objetivo preparar uma greve geral, que mostrou ser o instrumento mais eficaz para pressionar os congressistas e mobilizar a sociedade em geral.

Foi unânime a conclusão de que é necessário construir uma campanha mais abrangente e com mais unidade, para conseguir atingir a toda população. A ideia é usar uma linguagem acessível e explicar aos trabalhadores como a proposta retira direitos conquistados, ressaltando que resultará no desmonte do sistema de seguridade social e no fim da previdência, beneficiando apenas o sistema financeiro. Os veículos indicados para disseminar as informações foram as redes sociais e lambe-lambes, associados à realização de ações descentralizadas, para atingir também as comunidades da Capital e do Interior.



 

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