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Oito de Março: mulheres lutam contra violência e Reforma da Previdência em Porto Alegre

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No Dia Internacional da Mulher, novamente as brasileiras tomaram as ruas de diversas cidades do país para dizer que não há nada a comemorar. Em Porto Alegre, trabalhadoras, estudantes, mães, movimentos sociais e entidades sindicais denunciaram os ataques à vida e aos direitos das mulheres.

As atividades no Centro Histórico começaram às 10h, no Largo Glênio Peres, que foi ocupado por diversas entidades. Durante o dia aconteceram mesas de debate e uma feira de produtos orgânicos de mulheres campesinas.


 

O SindisprevRS realizou um piquete, com distribuição de adesivos e panfletos, informando a população sobre temas como a Reforma da Previdência e o feminicídio, uma das principais pautas deste oito de março. Só janeiro de 2019, 131 mulheres foram mortas ou agredidas com intenção de matar no Brasil, de acordo com levantamento realizado pelo professor da USP, Jefferson Nascimento. Os casos estão geralmente associados à violência doméstica, familiar, ou à misoginia (ódio, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).


 

Às 18h, houve um ato na Esquina Democrática. As falas de entidades sindicais, estudantis e de parlamentares denunciaram questões como o aborto, a violência doméstica, a precariedade do trabalho, o desemprego e o ataque que a reforma da previdência representa ao direito de ter uma aposentadoria que garanta a subsistência. Sob intensa chuva, a manifestação saiu em marcha até o Largo Zumbi dos Palmares. Durante a caminhada, faixas, cartazes e palavras de ordem entoavam as reivindicações das mulheres: “Basta de violência”, “Justiça para Marielle Franco”, “Não à Reforma da Previdência” e muitas outras.


 

A Reforma da Previdência de Bolsonaro, encaminhada ao Congresso Federal em fevereiro de 2019, será ainda mais prejudicial às mulheres, pois propõe alterações sem considerar a desigualdade entre trabalhadores e trabalhadoras no Brasil. As mulheres recebem salários menores que os homens e realizam dupla/tripla jornada de trabalho (cuidam da casa e dos filhos sem remuneração). Além disso, o índice de desemprego é mais alto entre as mulheres, e elas ocupam os postos de trabalho mais precários.

O governo pretende implementar a nova previdência em setembro deste ano. O tom do ato em Porto Alegre, por sua vez, deixou um recado: a luta vai continuar. As mulheres de todo Brasil seguem resistindo e lutando pela garantia e ampliação de seus direitos.

 

Não à Reforma da Previdência! Basta de feminicídio! Sou mulher, sou de luta!

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