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“Qual vai ser a escolha?” [saiba quem é o novo ministro da saúde]

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>>> Clique para ver o vídeo em que o novo ministro da saúde expressa sua opinião sobre o limite de recursos para a área da saúde, e alega que é inevitável escolher que determinadas pessoas morram. Trecho principal: de 04:43 a 05:30.

 

 

O novo ministro da saúde, Dr. Nelson Teich, falou sobre “gestão eficiente” na saúde com orçamento limitado, há exatamente um ano, no Fórum Nacional Oncoguia. Segue sua fala:

"Quando você tem o dinheiro limitado, você tem que fazer escolhas. Eu tenho uma pessoa mais idosa, que tem uma doença crônica, avançada, e ela teve uma complicação. Pra ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que vou gastar para investir em um adolescente, que tá com um problema. O mesmo dinheiro que eu vou investir, é igual. Só que essa pessoa é uma adolescente, que vai ter a vida inteira pela frente, e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida. Duas coisas são importantíssimas na saúde: o dinheiro é limitado, e você tem que trabalhar com essa realidade. A segunda coisa, escolhas te que ser feitas."

Ontem, dia 16, durante sua posse, Teich afirmou estar alinhado a Bolsonaro e disse que saúde e economia não podem ser discutidas separadamente.

 

Evidentemente, não. Mas por que a economia não está a serviço da vida?

 

O atual ministro é empresário da área de saúde, consultor e assessor da área de medicina privada e não tem conhecimento do Sistema Público de Saúde, o nosso SUS.

Frente à maior pandemia da história recente, o país segue com o Teto dos Gastos nos direitos sociais, e o governo intensifica medidas desumanas e paliativas para resolver a crise: cortar direitos e salários, suspender contratos, demitir pessoas.

Ao mesmo tempo, sobra R$ 1,2 trilhão do orçamento para os bancos, a dívida pública segue intocável, e não estão sendo impostos sacrifícios aos milionários brasileiros.

 

Sem estratégia e investimento para enfrentar a pandemia, que outros critérios (além da idade) serão adotados para escolher que pessoas morrerão? O ministro prometeu que atuará para que o brasileiro volte à vida normal, mas foi essa “normalidade” que nos trouxe até aqui.Essa normalidade sempre deixou morrer quem não tem acesso à saúde de qualidade, a saneamento básico, à moradia ou emprego digno.

É hora de pensarmos qual será a nossa escolha para não perpetuar a lógica de que a vida deve se curvar ao orçamento. Não há gestão eficiente na saúde sem investimento, todas as vidas devem ser salvas!

Em defesa do SUS! Revogar o Teto dos Gastos já!

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