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Abril Verde: Firmes na luta pela garantia da saúde e da segurança das trabalhadoras e dos trabalhadores públicos federais mesmo em período de pandemia.

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  Assim como outras campanhas de saúde tal qual setembro amarelo, outubro rosa, novembro azul, desde 2015 temos no Brasil o abril verde por acompanhamento das determinações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que dedica o mês à Segurança e à Saúde no Trabalho, sendo o dia 28 de abril o marco em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Atualmente, os dados do Brasil são alarmantes, registrando um acidente de trabalho a cada 47 segundos e um óbito em decorrência de acidente de trabalho a cada 4 horas; isso sem contar, por exemplo, os demais processos de adoecimento que envolvem a realidade de trabalhadores brasileiros, desde o campo psíquico até o adoecimento crônico físico. 

  Neste sentido, a realidade das trabalhadoras e dos trabalhadores públicos federais não é diferente. Além dos desgastes físicos, vemos impactos em sua saúde mental que podem, muitas vezes, ser fatais, como vimos apontando desde o ano passado através das campanhas da Secretaria de Saúde do Trabalhador do Sindicato. As condicionantes de trabalho que as e os servidores federais são expostos faz com que estes tenham elevado nível de estresse em suas atividades, pressão por parte de chefias, desembocando em diversos riscos psicossociais, aumentando a probabilidade de acidentes e de intensificar de adoecimentos. Antes da pandemia já presenciávamos uma realidade adversa onde o SIASS apresenta-se cotidianamente desmontado; trabalhadores do INSS sem acesso a perícias médicas; as condicionantes de metas absurdas para com a realidade das e dos trabalhadores; a incerteza da segurança no ambiente de prestação de serviço em Saúde (envolvendo questões de remoção e desmunicipalização em massa); dentre tantos outros. 

  Agora, em período de pandemia, as instituições do governo federal mostram mais ainda que não estão (nem nunca estiveram) preocupadas em garantir um ambiente sadio e seguro para as e os servidores federais. O trabalho remoto, que era uma grande aposta patronal, apresenta-se com a exigência de metas abusivas na vida das e dos trabalhadores – independentemente de suas condições materiais para execução do trabalho (como problemas de internet, aparelhagem técnica, falta de condições ergonômicas para desempenho de função, família e crianças pequenas em casa, etc.). Também em reflexo pandêmico, as e os trabalhadores da Saúde enfrentam ainda mais situações de precarização de suas condições laborais ao, muitas vezes, estarem expostos a infecção do novo coronavírus por não terem os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para execução de suas jornadas, assim como o desenvolvimento de síndromes de esgotamento mental e outras formas de sofrimento psíquico como a ansiedade e a depressão.

  Pensar no abril verde e na saúde das e dos trabalhadores perpassa, necessariamente, por compreender a necessidade de vigilância e cuidado constantes somado à responsabilização dos órgãos empregadores em garantir condições laborais dignas para as e os trabalhadores. A Secretaria de Saúde do Trabalhador do SINDISPREV/RS compreende que a qualidade de vida pós-jornada tem impactos no que ocorre no cotidiano de trabalho e por isso tem mantido sua rotina de atendimentos com foco a tentar garantir que a categoria sinta-se representada em suas demandas de saúde e segurança no trabalho mesmo em período de pandemia do coronavírus, uma vez que mesmo em casa as demandas não param e os reflexos podem causar grandes impactos na vida e na saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores.

  Se identificou com algo? Entre em contato conosco via email: sst@sindisprevrs.org.br ou pelo telefone 51 98425.6138 (disponível também em WhatsApp).

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