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E daí, quer que eu faça o quê?

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Bolsonaro faz pouco caso de mortes no dia em que Brasil ultrapassa a China em número de óbitos.
 

   Na noite do dia 28 de abril, Bolsonaro chocou o Brasil ao desdenhar do número de mortos no país. A polêmica frase “E daí, quer que eu faça o quê?” foi dita aos jornalistas que o questionaram sobre as mortes causadas pela COVID-19 que somavam 5017 vitimas, ultrapassando o número de mortes na China.

   O país asiático onde a pandemia iniciou registrou 4643 óbitos. Além de não oferecer saídas para a crise sanitária e para crise econômica que se agrava pelos efeitos da pandemia, Bolsonaro ainda emendou um trocadilho com seu nome “eu sou Messias, mas não faço milagres”, ao culpabilizar governadores e prefeitos pelas medidas de isolamento que, segundo ele, atrapalham o Brasil.

   Jair Messias Bolsonaro, eleito em 2018, está há 1 ano e 4 meses na presidência da república e não conseguiu fazer o Brasil avançar em nenhum setor.

   Antes do Coronavírus se tornar um problema mundial, o Brasil possui hoje mais de 12, 3 milhões de desempregados.

 

Bolsonaro tenta jogar seu fraco desempenho à frente do executivo nos governadores e prefeitos, no vírus e com frequência cria retóricas de que a retirada de direitos de trabalhadores celetistas e servidores públicos seria a saída para a crise em que se encontra o país.

 

Bolsonaro é o presidente eleito com a pior avaliação desde a redemocratização e agora, diante de um cenário de calamidade, não consegue responder como um Chefe de Estado.

 

Nesta quarta-feira (29), o Supremo Tribunal Federal impediu a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, mais uma derrota para o presidente que, em dez dias, já perdeu dois ministros e em 16 meses acumula 31 pedidos de impeachment.

 

O presidente e sua família podem ser alvo de uma investigação da polícia federal sobre fake news e de uma segunda que apura o envolvimento de empresários e políticos em manifestações pelo fechamento do congresso e do STF, pela volta da ditadura militar e pelo AI-5 e o fim do isolamento social. Bolsonaro esteve presente nas manifestações, contrariando as orientações da OMS para que não haja aglomeração.

 

O Brasil passa agora por uma crise econômica, política e sanitária, esta última sem precedentes no mundo.

Até às 16h desta quinta-feira, 30 de abril, o Ministério da Saúde informou que 435 pessoas morreram vítimas de Covid-19. Com esses novos dados o país contabiliza um total de 5901 mortes por coronavírus, 1258 mortes a mais do que na China.

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