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15 de maio: Dia de Luta das/os Assistentes Sociais

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    Quinze de maio é conhecido nacionalmente como sendo o dia das e dos assistentes sociais, pois marca historicamente a regulamentação da profissão, inserindo-na na divisão sócio-técnica do trabalho e rompendo com as perspectivas conservadoras de filantropia e caridade em detrimento dos direitos sociais. Ao longo da história da luta de classes brasileira, as e os assistentes sociais têm ativamente se posicionado nas lutas que envolvem todo o conjunto da classe trabalhadora no campo da luta por direitos, dignidade de vida e superação dessa ordem social.

    Contudo, não há o que comemorar, na atual crise sanitária que estamos vivenciando, em decorrência do novo coronavírus que tem dizimado milhares de vidas no Brasil e no mundo, assim como mais uma das crises cíclicas e periódicas do Capital, que explicitam mais uma vez os limites deste modo de produção para aquelas e aqueles que produzem a vida material e carregam essa sociedade nas costas. Não bastassem as crises econômica e sanitária, neste momento vemos uma crise política-organizacional, resultado do grande despreparo por parte do (des)governo federal no que tange o enfrentamento à pandemia, e isso afeta diretamente as condições de vida de milhões de brasileiras e brasileiros que deveriam ser assistidos pelo Estado e, consequentemente, a vida e as condições de trabalho das e dos assistentes sociais. Toda este cenário de pandemia, agudizou ainda mais as desigualdades sociais que já estavam postas, e tal situação aponta para a necessidade de ampliação de políticas sociais, que por meio delas, os usuários em vulnerabilidade social tenha de fato acesso ao seus direitos.

    Nestas condições, as e os assistentes sociais que também são profissionais da área da saúde e tem seu trabalho visto como atividade essencial nas mais diversas políticas, não carrega nessa essencialidade o acompanhamento de condições de trabalho que garantam saúde e segurança à essas e esses profissionais e às suas populações atendidas. Faltam EPIs, muitas jornadas excedem às trinta horas, sobram pressão e assédio por parte das chefias e gestores e muitos profissionais têm chegado ao seu limite.

    Na categoria de trabalhadoras e trabalhadores federais, por exemplo, temos uma expressiva presença de assistentes sociais exercendo a profissão na política de previdência social e o retrato é de completo descaso por parte da administração federal e das gerências. As investidas de desmembramento e descaracterização da política de previdência é histórica, assim como da própria profissão de assistentes sociais através da tentativa, por parte do Estado, de fragmentar e seccionar a luta comum entre serviços como Serviço Social e Reabilitação ou até atuando na tentativa sorrateira de extinção do Serviço Social do INSS (como em 2019, vencido pela luta coletiva das e dos trabalhadores assistentes sociais e das entidades representativas da categoria em 2020). Nem mesmo nestes momentos as e os assistentes sociais deixaram de mostrar a implicação e a tenacidade de suas lutas junto à classe trabalhadora.

    Neste 15 de maio, como nos demais dias do ano, nós da Secretaria de Saúde do Trabalhador do SINDISPREV/RS, parabenizamos as e os assistentes sociais pelo trabalho desenvolvido junto à população em todas as esferas em que estão inseridos, assim como saudamos a bravura de sua luta pela promoção, garantia e execução de direitos sociais, independentemente da conjuntura e das adversidades!

    Que possamos seguir na luta pelo fortalecimento do Projeto Ético- Político da profissão, por uma sociedade mais justa, pela ampliação de direitos de toda a classe trabalhadora e pela defesa da vida.

 

    Viva a luta das e dos assistentes sociais e da classe trabalhadora por inteiro.

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