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Sem elevador, trabalhadoras do HMIPV transportam pacientes em lençóis por escadas

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Sem elevador e sem ar-condicionado, com falta de materiais e em meio a reformas intermináveis, o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas enfrenta precariedade gravíssima. A falta de elevadores é atualmente o principal problema: os dois principais estão estragados e há apenas um elevador pequeno funcionando, com capacidade máxima de duas pessoas.

Pacientes em geral e até mulheres grávidas esperam na fila para subir de elevador ou para descer ao térreo. Sem alternativa, funcionárias do berçário precisaram transportar crianças utilizando lençol como maca, através da escada, do 9º andar até o térreo para fazer raio-X. Muitas dessas crianças não podem ser carregadas no colo, por conta de suas comorbidades. Sem elevador, até mesmo grávidas em situações de risco e pacientes que utilizam oxigênio estão sendo transportados pela escada.

Guiomar Moreira dos Santos, que é servidora federal no Ambulatório de Ginecologia, relata as dificuldades em seu setor: “O trabalho já é estressante por conta da pandemia, uso de máscara, avental, e fica ainda mais estressante porque faltam materiais e condições mínimas”, desabafa. Ela precisa descer do 4º andar até o térreo do prédio onde trabalha, e acessar o prédio ao lado, subindo mais 13 andares para buscar materiais de biópsia.

E os problemas não param por aí. Sem ar condicionado há cerca de 15 dias, a servidora relata que na última segunda-feira uma paciente passou mal por causa do calor. As salas não possuem janelas e ficam totalmente sem ventilação, situação arriscadíssima para o contágio durante a pandemia.

A precariedade atinge outros setores, como a lavanderia, onde faltam materiais simples, como lençóis, roupas e camisolas limpas para os pacientes. O laboratório está sobrecarregado de demandas após o fechamento do laboratório do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul.

A direção, que mudou recentemente, afirma aos trabalhadores que está analisando e buscando soluções para os problemas que existem há anos, de acordo com servidores do local.

A transferência da maternidade do Hospital São Lucas, da PUCRS, que ocorreu em 2020, é mais um agravante para a precarização. O Ministério Público alertou dos perigos do convênio entre a prefeitura e a PUC, denunciando que o HPV não possuía condições sanitárias adequadas nem para a demanda existente antes da transferência, e alertando que a situação pioraria. O HPV funciona em meio a reformas permanentes que não resolvem os problemas mais estruturais, e ainda dificultam o trabalho dos funcionários e o atendimento aos pacientes.

O SindisprevRS seguirá acompanhando a situação, bem como exigirá que soluções e providências sejam tomadas.

 

 

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