Hoje, 7 de abril, comemoramos o Dia Mundial da Saúde, mas para nós, servidores públicos federais da Saúde, Previdência, Trabalho e Anvisa no RS, esta data carrega um simbolismo ainda maior em 2026.
Estamos celebrando os 40 anos da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986). Foi ali, com a força do movimento sanitarista e a participação popular, que o Brasil desenhou o sonho do SUS: a saúde como um direito de todos e um dever do Estado.
A 8ª Conferência mudou o paradigma. Saímos de um modelo onde apenas quem tinha “carteira assinada” tinha direito à assistência, para um sistema baseado em: 1) Universalidade, onde a Saúde é para todo brasileiro, sem exceção. 2) Equidade, tratando a desigualdade para reduzir injustiças. 3) Integralidade, do preventivo ao transplante, o cuidado deve ser completo.
Quatro décadas depois, o contraste entre a idealização e a realidade é um desafio diário para a categoria e para o povo. Enfrentamos o subfinanciamento crônico, com o orçamento público sendo estrangulado enquanto o setor privado avança sobre os recursos do Estado.
Lutamos contra a precarização do trabalho, o déficit de servidores, os baixos salários e a falta de planos de carreira dignos, que impactam diretamente a ponta do atendimento. Resistimos ao desmonte do modelo público e às tentativas constantes de terceirização e entrega da gestão para entidades privadas que visam ao lucro, não à vida.
Defender o SUS não é apenas defender um sistema de atendimento; é defender a democracia e a dignidade humana. O SindisprevRS segue firme na cobrança por mais investimentos, pela valorização real dos trabalhadores da saúde e pelo fortalecimento do caráter público do nosso sistema.
Saúde não é mercadoria! O SUS é nosso, é do povo!